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quinta-feira, 31 de maio de 2007
Ésper se filia ao PTBezinho e quer ser vereador

O estilista e apresentador de televisão Ronaldo Ésper anunciou na quarta-feira (30) que vai se filiar ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Ésper, detido em janeiro de 2007 após ser acusado de furtar vasos do cemitério do Araçá, em São Paulo, quer ser candidato a vereador na capital paulista nas eleições de 2008.
O PTB é presidido nacionalmente pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson, que em 2005 denunciou o esquema do mensalão e teve o mandato cassado pela Câmara.
Ésper, que ainda responde na Justiça pelo suposto furto dos vasos do cemitério, já havia anunciado a disposição de concorrer a um mandato de vereador na Câmara paulistana durante as eleições municipais de 2008. O PTB deverá registrar como filiados outras 40 celebridades, entre as quais, o ex-integrante do grupo Polegar Rafael Ilha, o ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca, a viúva do presidente do Corinthians Vicente Matheus, Marlene Matheus, e o ex-secretário de Saúde de São Paulo, Jorge Pagura. O deputado estadual Campos Machado, presidente estadual do PTB em São Paulo, afirmou por meio de sua assessoria que, mesmo com o processo por conta do furto, não há nenhum constrangimento em admitir Ésper no PTB.
Ésper segue ainda o caminho de outro costureiro que ficou famoso na televisão, o atual deputado federal Clodovil Hernandes (PTC). Clodovil, inclusive, manifestou ao G1 seu apoio a Ésper quando o antigo desafeto foi detido. "Eu fiquei muito triste. As pessoas acharam que eu ia me divertir (com a prisão), mas, na verdade, fiquei muito triste", afirmou.
Ésper, detido em janeiro de 2007 após ser acusado de furtar vasos do cemitério do Araçá, em São Paulo, quer ser candidato a vereador na capital paulista nas eleições de 2008.
O PTB é presidido nacionalmente pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson, que em 2005 denunciou o esquema do mensalão e teve o mandato cassado pela Câmara.
Ésper, que ainda responde na Justiça pelo suposto furto dos vasos do cemitério, já havia anunciado a disposição de concorrer a um mandato de vereador na Câmara paulistana durante as eleições municipais de 2008. O PTB deverá registrar como filiados outras 40 celebridades, entre as quais, o ex-integrante do grupo Polegar Rafael Ilha, o ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca, a viúva do presidente do Corinthians Vicente Matheus, Marlene Matheus, e o ex-secretário de Saúde de São Paulo, Jorge Pagura. O deputado estadual Campos Machado, presidente estadual do PTB em São Paulo, afirmou por meio de sua assessoria que, mesmo com o processo por conta do furto, não há nenhum constrangimento em admitir Ésper no PTB.
Ésper segue ainda o caminho de outro costureiro que ficou famoso na televisão, o atual deputado federal Clodovil Hernandes (PTC). Clodovil, inclusive, manifestou ao G1 seu apoio a Ésper quando o antigo desafeto foi detido. "Eu fiquei muito triste. As pessoas acharam que eu ia me divertir (com a prisão), mas, na verdade, fiquei muito triste", afirmou.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Lei da Igreja: Casamento dura até que tribunal os separe
Lei da Igreja
por Elaine Resende
A visita do papa Bento XVI ao Brasil suscitou uma serie de questões de ordem moral e familiar, como o uso de preservativos, o direito do aborto, sexo antes do casamento a indissolubilidade do casamento. Questões que deveriam incomodar ou preocupar apenas os católicos, viraram temas nacionais com direito a palpite do presidente da República e declarações oficiais do ministro da Saúde do Estado laico do Brasil.
Diante dos dogmas da moral familiar da Igreja Católica, contudo, nem tudo está perdido. Católicos que seguem as leis da Igreja que recomenda e impõe a união de marido e mulher “até que a morte os separe” buscam cada vez mais a anulação do casamento religioso dentro das próprias regras da Igreja. O caminho é o Tribunal Eclesiástico, o instrumento legal é o Direito Canônico.
O engenheiro civil Geraldo Chama Junior, 44, separado há nove anos, é um desses incomodados com o peso de não poder ter um novo casamento reconhecido pela igreja.
Ainda nesse ano, ele pretende ingressar com ação no Tribunal Eclesiástico para tentar anular sua união que durou quatro anos. Agora ele quer se ‘habilitar’ para “começar de novo aos olhos de Deus”, diz.
“Sempre encarei o casamento como algo muito sério, para a vida toda. Suportaria as divergências conjugais por acreditar nos votos que fiz na Igreja. Quando me separei fiquei muito triste. É como se tivesse contrariado uma crença muito forte em mim”.
Ainda que tenha saído o desquite ou o divórcio, casais dispostos a um segundo casamento se arriscam a dizer que casar na igreja faz grande diferença.
“Eu queria me casar novamente na igreja, mas quem fazia mesmo questão era minha ex-mulher, que foi quem entrou com a ação de nulidade”, diz o ginecologista José Luis Crivellin.
O processo do médico foi montado no Tribunal Eclesiástico de São José do Rio Preto em 1997 e levou um ano, tramitação em tempo recorde. O argumento aceito pela igreja foi de imaturidade. À época, segundo Crivellin, ele e a ex-mulher ainda faziam faculdade, moravam longe da família e dos amigos, o que contribuiu para a decisão de viverem juntos.
Casado pela segunda vez há sete anos, Crivellin comemora. Com uma filha e a esposa grávida de outra, o casamento dessa vez, assegura, é para a vida inteira.
Condições para nulidade
Instituição jurídica que influenciou na história das nações, o direito canônico ainda é parte presente na vida dos fiéis. Além da anulação de casamento, esse instituto disciplina o gerenciamento do patrimônio da Igreja e regras internas.
Segundo o promotor de justiça e professor de direito da Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes, Rogério Sanches Cunha, o procedimento de anulação tem como condição necessária a presença de um bacharel em direito.
Para pedir a anulação diante do Tribunal Eclesiástico, o advogado deve apresentar seus argumentos perante três juízes. O processo requer acompanhamento de um defensor do vínculo, espécie de promotor de justiça que irá se posicionar a favor ou contra a anulação, conforme análise concreta do caso. Da decisão proferida no Tribunal Eclesiástico, cabe recurso em segunda instância, que pode ser também reformada por decisão de Roma, última instância do processo.
O código canônico traz cláusulas específicas prevendo as possibilidades de anulação. Uma delas é a recusa de um dos cônjuges em ter filhos, não havendo impedimento médico. Outra é a imaturidade severa, por falta de compromisso com o companheiro ou com a Igreja e, por fim; problemas psicológicos.
Para a igreja católica romana o matrimônio é indissolúvel e só pode ser terminado quando um dos cônjuges morre. Declarar um casamento nulo significa reconhecer que ele de fato nunca existiu.
Quanto custa a nulidade
A ação de nulidade de casamento custa três salários mínimos em primeira instância e quatro salários mínimos em segunda instância. Mas se a pessoa comprovar a miserabilidade pode entrar com a ação gratuitamente, como acontece na justiça comum brasileira.
Na primeira instância, o tempo para anulação é, em média, de dois anos. O mesmo prazo na segunda instância. Se o processo chegar a Roma pode levar mais tempo que isso, principalmente em razão da necessidade de tradução dos autos.
Segundo o advogado Rogério Cunha, é muito difícil a ação chegar a Roma. A maior parte dos casos se resolve na 1ª e 2ª instâncias.
A ação exige provas similares às da justiça comum, como perícia e testemunhas.
Abraços;
Att.
Prof. Everton Leandro da Costa
(35) 9955-7587
por Elaine Resende
A visita do papa Bento XVI ao Brasil suscitou uma serie de questões de ordem moral e familiar, como o uso de preservativos, o direito do aborto, sexo antes do casamento a indissolubilidade do casamento. Questões que deveriam incomodar ou preocupar apenas os católicos, viraram temas nacionais com direito a palpite do presidente da República e declarações oficiais do ministro da Saúde do Estado laico do Brasil.
Diante dos dogmas da moral familiar da Igreja Católica, contudo, nem tudo está perdido. Católicos que seguem as leis da Igreja que recomenda e impõe a união de marido e mulher “até que a morte os separe” buscam cada vez mais a anulação do casamento religioso dentro das próprias regras da Igreja. O caminho é o Tribunal Eclesiástico, o instrumento legal é o Direito Canônico.
O engenheiro civil Geraldo Chama Junior, 44, separado há nove anos, é um desses incomodados com o peso de não poder ter um novo casamento reconhecido pela igreja.
Ainda nesse ano, ele pretende ingressar com ação no Tribunal Eclesiástico para tentar anular sua união que durou quatro anos. Agora ele quer se ‘habilitar’ para “começar de novo aos olhos de Deus”, diz.
“Sempre encarei o casamento como algo muito sério, para a vida toda. Suportaria as divergências conjugais por acreditar nos votos que fiz na Igreja. Quando me separei fiquei muito triste. É como se tivesse contrariado uma crença muito forte em mim”.
Ainda que tenha saído o desquite ou o divórcio, casais dispostos a um segundo casamento se arriscam a dizer que casar na igreja faz grande diferença.
“Eu queria me casar novamente na igreja, mas quem fazia mesmo questão era minha ex-mulher, que foi quem entrou com a ação de nulidade”, diz o ginecologista José Luis Crivellin.
O processo do médico foi montado no Tribunal Eclesiástico de São José do Rio Preto em 1997 e levou um ano, tramitação em tempo recorde. O argumento aceito pela igreja foi de imaturidade. À época, segundo Crivellin, ele e a ex-mulher ainda faziam faculdade, moravam longe da família e dos amigos, o que contribuiu para a decisão de viverem juntos.
Casado pela segunda vez há sete anos, Crivellin comemora. Com uma filha e a esposa grávida de outra, o casamento dessa vez, assegura, é para a vida inteira.
Condições para nulidade
Instituição jurídica que influenciou na história das nações, o direito canônico ainda é parte presente na vida dos fiéis. Além da anulação de casamento, esse instituto disciplina o gerenciamento do patrimônio da Igreja e regras internas.
Segundo o promotor de justiça e professor de direito da Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes, Rogério Sanches Cunha, o procedimento de anulação tem como condição necessária a presença de um bacharel em direito.
Para pedir a anulação diante do Tribunal Eclesiástico, o advogado deve apresentar seus argumentos perante três juízes. O processo requer acompanhamento de um defensor do vínculo, espécie de promotor de justiça que irá se posicionar a favor ou contra a anulação, conforme análise concreta do caso. Da decisão proferida no Tribunal Eclesiástico, cabe recurso em segunda instância, que pode ser também reformada por decisão de Roma, última instância do processo.
O código canônico traz cláusulas específicas prevendo as possibilidades de anulação. Uma delas é a recusa de um dos cônjuges em ter filhos, não havendo impedimento médico. Outra é a imaturidade severa, por falta de compromisso com o companheiro ou com a Igreja e, por fim; problemas psicológicos.
Para a igreja católica romana o matrimônio é indissolúvel e só pode ser terminado quando um dos cônjuges morre. Declarar um casamento nulo significa reconhecer que ele de fato nunca existiu.
Quanto custa a nulidade
A ação de nulidade de casamento custa três salários mínimos em primeira instância e quatro salários mínimos em segunda instância. Mas se a pessoa comprovar a miserabilidade pode entrar com a ação gratuitamente, como acontece na justiça comum brasileira.
Na primeira instância, o tempo para anulação é, em média, de dois anos. O mesmo prazo na segunda instância. Se o processo chegar a Roma pode levar mais tempo que isso, principalmente em razão da necessidade de tradução dos autos.
Segundo o advogado Rogério Cunha, é muito difícil a ação chegar a Roma. A maior parte dos casos se resolve na 1ª e 2ª instâncias.
A ação exige provas similares às da justiça comum, como perícia e testemunhas.
Abraços;
Att.
Prof. Everton Leandro da Costa
(35) 9955-7587
PIOR DO QUE UMA MULHER QUE FALA O QUE PENSA É UMA QUE ESCREVE

DO QUE ELES TÊM MEDO? PIOR DO QUE UMA MULHER QUE FALA O QUE PENSA É UMA QUE ESCREVE
Por Tatiane Bernardi
Quando eu tinha 20, 22 anos, choviam homens querendo namorar comigo. Eu era uma menininha perdida, com um Corsinha todo batido, semivirgem e com medo de ir para a praia aos finais de semana e deixarminha mãe sozinha. Choviam homens. E homens interessantes, juro.
Aí agora, com quase 30, moro sozinha, ganho bem, me tornei loira, aprendi a fazer coisas legais como torta de palmito e striptease e... nada. Os caras até se apaixonam por mim, se declaram, coisa e tal, mas nada de me levar ao cinema de mãos dadas. Eu, meu guarda-roupas fashion, meus livros publicados e meu apê moderno vivemos sozinhos. Que éque eu tinha com 20 anos que não tenho mais? Não, não era um corpo melhor. Juro que tô melhor agora, que tenho como pagar o Paulão, meu personal. Também melhorei de cabelo, de pele, de sorriso, de voz. Meusamigos mais antigos tão aí pra confirmar. Sempre que me encontram, comentam:“Nossa, Tati, como você ficou melhorzinha com os anos!” Então, qual é o problema?
Será que me falta aquela pureza que eu tinha com 20 anos? Poxa, mas eu não era exatamente pura, era só bobinha. Daquele tipo mala que espera chegar ao motel pra falar pro cara: “Sabe o que é? Não tô a fim,não”. Que homem gosta disso? Hoje em dia, se não tô a fim, não dou nem bom-dia. Será que os homens sentem falta de quando eu era estagiária, com a mesadinha suada da mamãe? Pode ser. Homem é meio tosco e sempre se sente mais seguro com uma menina aprendendo o que é a vida. É mais fácil ser o rei do sexo com uma inexperiente, ou ser o rei do bom gosto gastronômico com uma garota que paga o McDonald’s comtíquete-restaurante. É, eu exigia e assustava menos naquela época. Mas será que é só isso mesmo? Descobri que não.
Passei os últimos meses encarando todo e qualquer relacionamento como estudo antropológico e desvendei o grande mistério da minha solidão: os caras têm medo, na verdade, das minhas letrinhas. Dá pra acreditar?
PERDER O MISTÉRIO
Eles acham que, se não forem bons o suficiente na arte do acasalamento, no dia seguinte vai ter um texto meu com o título “Tudo o que é bom dura pouco, mas dois segundos não é rápido demais?”. Eles acham que, se não forem inteligentes o suficiente durante o jantar, no dia seguinte não vão escapar à minha crítica:“O que sobra dentro da calça falta dentro do cérebro”.
Já teve cara que me pediu: “Se você for me largar, promete que me conta antes de publicar? Não queria ficar sabendo pela internet!” E teve também o clássico: “Putz, gata, você já foi logo escrevendo que adoroua noite de ontem, que está apaixonada... Ficou muito fácil, perdeu a graça”.
Tem de tudo. Do cara que não sustenta namorar uma mulher que não só tem passado (alguém com 28 anos não tem passado?) como resolveu escrever um livro sobre ele ao cara que fala: “Tanto texto bonito para outros caras e nenhunzinho pra mim? Não quero mais sair com você!” Outro dia, ouvi de um cara que tava me paquerando: “Não, não vou comprar seu livro, vai perder o mistério!”
É aí que está o problema. Eu escrevo sobre a minha vida e isso causa nos machos um misto de medo (“será que ela vai me expor?”) com quebra de magia (“ah, ela se expõe demais ali, prefiro aquela mulher muda e sempersonalidade que sempre vai ser um mistério para mim”). Entrei numa baita crise. Tirei meu site do ar e tudo. Repensei a vida, repensei a morte da bezerra, aumentei a terapia, voltei pra meditação. Mas depois cheguei a uma conclusão maravilhosa e definitiva: nenhum homem, até hoje, me deu mais prazer do que escrever. Então, que se danem eles.
Por Tatiane Bernardi
Quando eu tinha 20, 22 anos, choviam homens querendo namorar comigo. Eu era uma menininha perdida, com um Corsinha todo batido, semivirgem e com medo de ir para a praia aos finais de semana e deixarminha mãe sozinha. Choviam homens. E homens interessantes, juro.
Aí agora, com quase 30, moro sozinha, ganho bem, me tornei loira, aprendi a fazer coisas legais como torta de palmito e striptease e... nada. Os caras até se apaixonam por mim, se declaram, coisa e tal, mas nada de me levar ao cinema de mãos dadas. Eu, meu guarda-roupas fashion, meus livros publicados e meu apê moderno vivemos sozinhos. Que éque eu tinha com 20 anos que não tenho mais? Não, não era um corpo melhor. Juro que tô melhor agora, que tenho como pagar o Paulão, meu personal. Também melhorei de cabelo, de pele, de sorriso, de voz. Meusamigos mais antigos tão aí pra confirmar. Sempre que me encontram, comentam:“Nossa, Tati, como você ficou melhorzinha com os anos!” Então, qual é o problema?
Será que me falta aquela pureza que eu tinha com 20 anos? Poxa, mas eu não era exatamente pura, era só bobinha. Daquele tipo mala que espera chegar ao motel pra falar pro cara: “Sabe o que é? Não tô a fim,não”. Que homem gosta disso? Hoje em dia, se não tô a fim, não dou nem bom-dia. Será que os homens sentem falta de quando eu era estagiária, com a mesadinha suada da mamãe? Pode ser. Homem é meio tosco e sempre se sente mais seguro com uma menina aprendendo o que é a vida. É mais fácil ser o rei do sexo com uma inexperiente, ou ser o rei do bom gosto gastronômico com uma garota que paga o McDonald’s comtíquete-restaurante. É, eu exigia e assustava menos naquela época. Mas será que é só isso mesmo? Descobri que não.
Passei os últimos meses encarando todo e qualquer relacionamento como estudo antropológico e desvendei o grande mistério da minha solidão: os caras têm medo, na verdade, das minhas letrinhas. Dá pra acreditar?
PERDER O MISTÉRIO
Eles acham que, se não forem bons o suficiente na arte do acasalamento, no dia seguinte vai ter um texto meu com o título “Tudo o que é bom dura pouco, mas dois segundos não é rápido demais?”. Eles acham que, se não forem inteligentes o suficiente durante o jantar, no dia seguinte não vão escapar à minha crítica:“O que sobra dentro da calça falta dentro do cérebro”.
Já teve cara que me pediu: “Se você for me largar, promete que me conta antes de publicar? Não queria ficar sabendo pela internet!” E teve também o clássico: “Putz, gata, você já foi logo escrevendo que adoroua noite de ontem, que está apaixonada... Ficou muito fácil, perdeu a graça”.
Tem de tudo. Do cara que não sustenta namorar uma mulher que não só tem passado (alguém com 28 anos não tem passado?) como resolveu escrever um livro sobre ele ao cara que fala: “Tanto texto bonito para outros caras e nenhunzinho pra mim? Não quero mais sair com você!” Outro dia, ouvi de um cara que tava me paquerando: “Não, não vou comprar seu livro, vai perder o mistério!”
É aí que está o problema. Eu escrevo sobre a minha vida e isso causa nos machos um misto de medo (“será que ela vai me expor?”) com quebra de magia (“ah, ela se expõe demais ali, prefiro aquela mulher muda e sempersonalidade que sempre vai ser um mistério para mim”). Entrei numa baita crise. Tirei meu site do ar e tudo. Repensei a vida, repensei a morte da bezerra, aumentei a terapia, voltei pra meditação. Mas depois cheguei a uma conclusão maravilhosa e definitiva: nenhum homem, até hoje, me deu mais prazer do que escrever. Então, que se danem eles.
Pesquisa mostra que o riso é peça-chave para a vida em sociedade
Neurocientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, descobriram que a risada tem pouco a ver com senso de humor e é, na verdade, uma ferramenta de instinto de sobrevivência para animais que convivem em sociedade. Há séculos, teóricos como Platão. Aristóteles, Kant e Freud tentaram explicar o riso baseados na premissa errada de que eles estariam explicando também o que seria o humor.
Para chegar à origem do riso, os cientistas escanearam cérebros de macacos e ratos. E verificaram que a risada humana evoluiu do som rítmico feito por primatas, como os chimpanzés, quando eles fazem cócegas uns nos outros enquanto brincam.
Assim, a pesquisa indicou que o cérebro possui antigas conexões para produzir o riso e jovens mamíferos aprenderem a brincar uns com os outros. A risada estimula circuitos cerebrais de euforia e também reassegura para o outro animal que eles estão brincando, e não brigando.
Quando os pesquisadores iniciaram os estudos sobre o tema, há 20 anos, era comum a opção de levar pessoas para o laboratório para assistirem episódios de famosas séries cômicas de TV, como "Saturday Night Live". Mas elas não riam muito por causa do ambiente.
Em habitats naturais – calçadas, shoppings – foram observados milhares de episódios de riso. E eles checaram que de 80 a 90 por cento dessas risadas eram resultado de frases simples como "eu sei" ou "vejo vocês depois", empregadas em contextos engraçados. Ou seja, não eram necessárias piadas ou frases de efeito para gerar risos.
O estudo também mostrou que a maioria das pessoas (principalmente as mulheres) riem mais enquanto conversam do que os outros que lhe ouvem, usando as risadas como um tipo de pontuação para suas sentenças. É um processo em grande parte involuntário. As pessoas podem conter o riso, mas poucos conseguem forçar o riso de forma convincente.
Portanto, os pesquisadores concluiram que o ato de rir é um dos sinais sociais mais honestos porque é difícil de ser fingido. Ele é uma espécie de fóssil do comportamento, que evidencia as raizes que todos os seres humanos, e talvez todos os mamíferos, têm em comum. A risada primitiva, então, evoluiu como um dispositivo sinalizador com a função de destacar a compreensão de interação amigável entre duas pessoas.
Os humanos começam a rir aos quatro meses e depois progridem das cócegas para mecanismos mais sofisticados, como piadas. O riso pode ser usado para reforçar os laços de solidariedade e identidade de um grupo, ao satirizarem e isultarem pessoas de fora da unidade, mas é sobretudo um "lubrificante" social. É uma maneira de fazer amigos e também de deixar claro quem pertence a quais posições na hierarquia do status social.
Para chegar à origem do riso, os cientistas escanearam cérebros de macacos e ratos. E verificaram que a risada humana evoluiu do som rítmico feito por primatas, como os chimpanzés, quando eles fazem cócegas uns nos outros enquanto brincam.
Assim, a pesquisa indicou que o cérebro possui antigas conexões para produzir o riso e jovens mamíferos aprenderem a brincar uns com os outros. A risada estimula circuitos cerebrais de euforia e também reassegura para o outro animal que eles estão brincando, e não brigando.
Quando os pesquisadores iniciaram os estudos sobre o tema, há 20 anos, era comum a opção de levar pessoas para o laboratório para assistirem episódios de famosas séries cômicas de TV, como "Saturday Night Live". Mas elas não riam muito por causa do ambiente.
Em habitats naturais – calçadas, shoppings – foram observados milhares de episódios de riso. E eles checaram que de 80 a 90 por cento dessas risadas eram resultado de frases simples como "eu sei" ou "vejo vocês depois", empregadas em contextos engraçados. Ou seja, não eram necessárias piadas ou frases de efeito para gerar risos.
O estudo também mostrou que a maioria das pessoas (principalmente as mulheres) riem mais enquanto conversam do que os outros que lhe ouvem, usando as risadas como um tipo de pontuação para suas sentenças. É um processo em grande parte involuntário. As pessoas podem conter o riso, mas poucos conseguem forçar o riso de forma convincente.
Portanto, os pesquisadores concluiram que o ato de rir é um dos sinais sociais mais honestos porque é difícil de ser fingido. Ele é uma espécie de fóssil do comportamento, que evidencia as raizes que todos os seres humanos, e talvez todos os mamíferos, têm em comum. A risada primitiva, então, evoluiu como um dispositivo sinalizador com a função de destacar a compreensão de interação amigável entre duas pessoas.
Os humanos começam a rir aos quatro meses e depois progridem das cócegas para mecanismos mais sofisticados, como piadas. O riso pode ser usado para reforçar os laços de solidariedade e identidade de um grupo, ao satirizarem e isultarem pessoas de fora da unidade, mas é sobretudo um "lubrificante" social. É uma maneira de fazer amigos e também de deixar claro quem pertence a quais posições na hierarquia do status social.
DESTAQUE DO MÊS Homem-Aranha 3 • (Spider-Man 3

Homem-Aranha 3 • (Spider-Man 3) • De Sam Raimi. Com TobeyMaguire, Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Bryce Dallas Howard. Você já deve ter decorado todos os trailers que os cinemas exibem da nova aventura do Homem-Aranha. O primeiro filme, em 2002, elevou as adaptações cinematográficas de quadrinhos a um patamar quase inimaginável. Tinha elenco certo (principalmente o casal Tobey Maguire/Peter Parker e Kirsten Dunst/Mary Jane), efeitos visuais que pareciam jogar o gibi diretamente na tela e um diretor e roteirista que soube respeitar todos os detalhes da trama original. No comando dos três filmes, Sam Raimi não cometeu nenhuma traição que ofendesse os maníacos por HQ. Apenas condensou acontecimentos que levaram anos para se desenrolar nos gibis, uma exigência do formato do longa-metragem. Para apontar uma mínima incorreção, ele introduziu nesse novo filme a loirinha Gwen Stacy, que nas revistas do herói foi sua namorada antes de Mary Jane. Mas, como Kirsten Dunst não parece animada para ser Mary Jane pela quarta vez, um novo interesse romântico era necessário para a continuidade da série. Se bem que Peter Parker não tem muito tempo para romance. Dessa vez o Aranha enfrenta não um, mas três vilões de uma vez: Homem-Areia, Venon e Duende Verde. Se você ainda duvida que Homem-Aranha 3 é espetacular, responda a estas perguntas: Como o herói vai lutar com um inimigo que se desfaz em areia antes de ser atingido? Como vai se livrar de Venon, uma entidade misteriosa que assume o controle do corpo dele? Como poderá enfrentar o novo Duende, sabendo que quem está por trás da máscara macabra é Harry, seu melhor amigo? Pois é, vá já comprar seu ingresso com antecedência. THALES DE MENEZES
Como a neurociência tenta explicar os mecanismos de atração, conquista e cópula entre homens e mulheres — e entre indivíduos do mesmo gênero

Joana e Pedro estão deitados. Eles acabaram de fazer sexo. Ela se sente tão feliz, relaxada e conectada a ele que, enquanto estão ali, abraçados, não consegue deixar de imaginar como seria bom se eles namorassem, casassem e tivessem filhos. Enquanto isso, a única coisa em que ele pensa nesse momento é em dormir (talvez também em comer alguma coisa antes). Depois disso, ele já estará preparado para o sexo novamente - seja com Joana ou com outra. Não, Pedro não é um cajafeste sem sentimentos. O que acontece é que eles estão saindo juntos há cerca de duas semanas e essa é a primeira vez que vão para a cama. Seus cérebros ainda não formaram as conexões necessárias para estabelecer uma ligação duradoura - apesar de o de Joana estar mais inclinado a isso.
Como acontece com toda mulher, os hormônios de Joana tornam seu cérebro mais preparado para uma conexão romântica de longo prazo do que o de Pedro, mais apto a perseguir o ato sexual. Um dos responsáveis por essa diferença é a oxitocina, hormônio relacionado à ligação afetiva, ativado, entre outras coisas, pelo contato físico. Os níveis dessa substância são maiores no cérebro feminino do que no masculino (podem ser dez vezes menor nos homens); assim como os níveis de testosterona (o impulsionador do desejo sexual) são muito maiores nos homens.
O único momento em que os níveis de oxitocina masculinos se aproximam dos femininos é durante o orgasmo. Quando ejacula, o homem se conecta completamente à mulher. Os hormônios testosterona e vasopressina (o equivalente da oxitocina para os homens) - que fazem com que o homem alcance o seu objetivo maior na vida, o sexo - perdem espaço para a oxitocina. A substância química predominantemente feminina domina o cérebro masculino por esse curto período. Mas logo os níveis de hormônio se ajustam (é o tempo daquela dormidinha que Pedro está desejando depois do sexo) e tudo volta ao normal. "Para o cérebro masculino, o romance é um meio de conseguir sexo, enquanto para o feminino, o sexo é um meio mais provável de conseguir um romance", diz o pesquisador Michael Gurian, autor do livro "What Could He Be Thinking? How a Man's Mind Really Works" ("O que ele está pensando? Como a mente masculina funciona"), ainda sem tradução no Brasil.
Como acontece com toda mulher, os hormônios de Joana tornam seu cérebro mais preparado para uma conexão romântica de longo prazo do que o de Pedro, mais apto a perseguir o ato sexual. Um dos responsáveis por essa diferença é a oxitocina, hormônio relacionado à ligação afetiva, ativado, entre outras coisas, pelo contato físico. Os níveis dessa substância são maiores no cérebro feminino do que no masculino (podem ser dez vezes menor nos homens); assim como os níveis de testosterona (o impulsionador do desejo sexual) são muito maiores nos homens.
O único momento em que os níveis de oxitocina masculinos se aproximam dos femininos é durante o orgasmo. Quando ejacula, o homem se conecta completamente à mulher. Os hormônios testosterona e vasopressina (o equivalente da oxitocina para os homens) - que fazem com que o homem alcance o seu objetivo maior na vida, o sexo - perdem espaço para a oxitocina. A substância química predominantemente feminina domina o cérebro masculino por esse curto período. Mas logo os níveis de hormônio se ajustam (é o tempo daquela dormidinha que Pedro está desejando depois do sexo) e tudo volta ao normal. "Para o cérebro masculino, o romance é um meio de conseguir sexo, enquanto para o feminino, o sexo é um meio mais provável de conseguir um romance", diz o pesquisador Michael Gurian, autor do livro "What Could He Be Thinking? How a Man's Mind Really Works" ("O que ele está pensando? Como a mente masculina funciona"), ainda sem tradução no Brasil.
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